O joelho é uma articulação que permite movimentos de flexão, extensão e alguns graus de rotação. Sua estabilidade medial e lateral é provida através de ligamentos medial e lateral resistentes ( lig.colateral medial e lig.colateral lateral ), enquanto sua estabilidade anterior e posterior é provida pelos ligamentos cruzados anterior e posterior. Deste modo os ligamentos são vulneráveis a qualquer movimento que force o joelho a mover-se em planos anormais, e tais lesões são relativamente comuns em esportes que grande esforço físico ( futebol, lutas marciais, ginástica olímpica, corridas, maratonas, entre outros ). Um ligamento pode ser distorcido ( distendido com ruptura de poucas fibras ), pode ser rompido parcialmente, ou até mesmo, completamente rompido. Nas rupturas do ligamento medial, como o lado externo do joelho está mais exposto é o mais frequentemente lesado, ele é o mais rompido que qualquer outro ligamento do joelho. Uma violenta batido sobre o lado lateral, forçando o joelho em valgo estaremos rompendo ou distendendo o ligamento medial.Dependendo da força do trauma podemos não só lesar este ligamento, mas também lesar menisco medial, lig.cruzado anterior ( tríade infeliz descrita por O`DONOGHUE. Nas rupturas parciais o único tratamento necessário é a aspiração da hemartrose e a imobilização do joelho estendido por 6 semanas, onde o indivíduo será forçado a realizar exercícios isométricos do quadriceps. Porém, nas rupturas completas do ligamento medial ( em especial às ligadas ao lig.cruzado anterior ), a articulação do joelho está instável, sendo preciso em jovens e atletas a exploração cirúrgica imediata da articulação, fazendo o reparo cirúrgico do ligamento rompido e cápsula se estiver rompida, após cirurgia imobilização do joelho por 6 semanas.Nas rupturas do ligamento lateral, que são menos comuns que a do medial, uma complicação única das rupturas do ligamento lateral é a lesão por tração do nervo fibular comum, que pode ser irrecuperável.Nesses casos o tratamento indicado é o mesmo que nas lesões de ruptura parcial e total dos ligamentos mediais.Nas rupturas dos ligamentos cruzados, os mesmos podem ser rompidos em associação as lesões dos ligamentos medail e lateral, mas podem também ocorrer isoladas do ligamento cruzado. Assim a tíbia é dirigida para frente em relação ao fêmur ou vice – versa ou até mesmo quando a articulação é hiperestendida, o ligamento cruzado anterior pode ser rompido ( pode-se fazer o teste de gaveta anterior para confirmar a instabilidade do joelho ).O mecanismo reverso da lesão pode trazer uma lesão do cruzado posterior ( pode-se fazer o teste de gaveta posterior para confirmar instabilidade do joelho ). Como o reparo cirúrgico é difícil e a forma mais razoável de tratamento para não atletas é a imobilização do joelho em cilíndro gessado, o indivíduo pode caminhar com o aparelho gessado após 6 semanas e realizar exercícios isométricos do quadríceps. Em atletas ativos que exigem boa estabilidade do joelho, métodos de reparação intra e extra-articular são efetivos.A complicação mais desagradável especialmente em atletas é a instabilidade residual da articulação do joelho. Exercícios ativos são indicados e auxiliam a desenvolver a força dos músculos ( particularmente do quadríceps ).A reparação tardia pode necessitar de reparações cirúrgicas reconstrutivas.o que é avaliação fisica?
TREINAMENTO FUNCIONAL, EXERCÍCIO TERAPÊUTICO, FORTALECIMENTO MUSCULAR,AVALIAÇÃO FÍSICA, LESÃO MUSCULAR, RECUPERAÇÃO DA SAÚDE.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
LESÕES NOS LIGAMENTOS DO JOELHO
O joelho é uma articulação que permite movimentos de flexão, extensão e alguns graus de rotação. Sua estabilidade medial e lateral é provida através de ligamentos medial e lateral resistentes ( lig.colateral medial e lig.colateral lateral ), enquanto sua estabilidade anterior e posterior é provida pelos ligamentos cruzados anterior e posterior. Deste modo os ligamentos são vulneráveis a qualquer movimento que force o joelho a mover-se em planos anormais, e tais lesões são relativamente comuns em esportes que grande esforço físico ( futebol, lutas marciais, ginástica olímpica, corridas, maratonas, entre outros ). Um ligamento pode ser distorcido ( distendido com ruptura de poucas fibras ), pode ser rompido parcialmente, ou até mesmo, completamente rompido. Nas rupturas do ligamento medial, como o lado externo do joelho está mais exposto é o mais frequentemente lesado, ele é o mais rompido que qualquer outro ligamento do joelho. Uma violenta batido sobre o lado lateral, forçando o joelho em valgo estaremos rompendo ou distendendo o ligamento medial.Dependendo da força do trauma podemos não só lesar este ligamento, mas também lesar menisco medial, lig.cruzado anterior ( tríade infeliz descrita por O`DONOGHUE. Nas rupturas parciais o único tratamento necessário é a aspiração da hemartrose e a imobilização do joelho estendido por 6 semanas, onde o indivíduo será forçado a realizar exercícios isométricos do quadriceps. Porém, nas rupturas completas do ligamento medial ( em especial às ligadas ao lig.cruzado anterior ), a articulação do joelho está instável, sendo preciso em jovens e atletas a exploração cirúrgica imediata da articulação, fazendo o reparo cirúrgico do ligamento rompido e cápsula se estiver rompida, após cirurgia imobilização do joelho por 6 semanas.Nas rupturas do ligamento lateral, que são menos comuns que a do medial, uma complicação única das rupturas do ligamento lateral é a lesão por tração do nervo fibular comum, que pode ser irrecuperável.Nesses casos o tratamento indicado é o mesmo que nas lesões de ruptura parcial e total dos ligamentos mediais.Nas rupturas dos ligamentos cruzados, os mesmos podem ser rompidos em associação as lesões dos ligamentos medail e lateral, mas podem também ocorrer isoladas do ligamento cruzado. Assim a tíbia é dirigida para frente em relação ao fêmur ou vice – versa ou até mesmo quando a articulação é hiperestendida, o ligamento cruzado anterior pode ser rompido ( pode-se fazer o teste de gaveta anterior para confirmar a instabilidade do joelho ).O mecanismo reverso da lesão pode trazer uma lesão do cruzado posterior ( pode-se fazer o teste de gaveta posterior para confirmar instabilidade do joelho ). Como o reparo cirúrgico é difícil e a forma mais razoável de tratamento para não atletas é a imobilização do joelho em cilíndro gessado, o indivíduo pode caminhar com o aparelho gessado após 6 semanas e realizar exercícios isométricos do quadríceps. Em atletas ativos que exigem boa estabilidade do joelho, métodos de reparação intra e extra-articular são efetivos.A complicação mais desagradável especialmente em atletas é a instabilidade residual da articulação do joelho. Exercícios ativos são indicados e auxiliam a desenvolver a força dos músculos ( particularmente do quadríceps ).A reparação tardia pode necessitar de reparações cirúrgicas reconstrutivas.quinta-feira, 24 de março de 2011
TREINAMENTO FÍSICO E VALE TUDO
Atualmente, as artes marciais é uma atividade com bastante procura nas academias, devido a disciplina, motivação e a variação dos treinamentos. O marketing com a publicidade no mercado televisivo como ( UFC) fez as modalidades como MUAY-THAI e JIU-JITSU aumentarem a adesão de alunos em busca de performance física e saúde.As lutas são esportes que utilizam movimentos específicos para o rendimento físico com gasto calórico elevado, devido a necessidade de adequar um condicionamento especial para os gestos motores, há uma variação da frequência cardíaca e pressão arterial, muitas vezes, o indivíduo não está preparado para está situação, levando-o à hipoglicemia e à hipotensão postural durante o treinamento, caso não tenha o condicionamento adequado para a modalidade. A capacidade física na luta é o fator primordial para a qualidade técnica do lutador, onde a força, potência, velocidade, agilidade, coordenação, resistência , flexibilidade devem ser trabalhadas em conjunto, buscando o equilíbrio do corpo. O aluno para obter um desempenho adequado na atividade física, no aspecto saúde, necessita uma avaliação física para um maior controle de intensidade no seu treinamento, buscando a maximização de seu resultado de uma forma eficaz e equilibrada, pois não adianta “SER FORTE E NÃO POSSUIR VELOCIDADE.”
No atleta, deve o profissional ( treinador) diminuir o déficit de força entre os menbros inferiores, buscando um equilíbrio muscular com exercício de arranco, arremesso, agachamento, puxada alta através de uma periodização de treinamento. Utiliza-se o método inverso observando o grau de desiquilíbrio muscular nas articulações do ombro, quadril e punho. A base do exercício para melhorar o rendimento na arte marcial é a musculação com período de 05 semanas na adaptação e após, controle de carga através das intensidades, visando a superação de seus limites, através de teste de 1 RM.Assim, a importância do exercício aeróbico contínuo para o atleta de luta é fundamental, pois quanto mais oxigênio na corrente sanguínea menor será a entrada de hidrogênio na musculatura, causando retardo da fadiga muscular.É importante o treinador aumentar a força relativa do atleta devido a especificidade da luta, tornando-o mais forte fisicamente.
por Prof. Luiz Alceu Santos Cidreira - Fisiologista do exercício
domingo, 13 de março de 2011
PESQUISADORES CRIAM UM NOVO ÍNDICE PARA CALCULAR A OBESIDADE

O Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e defeitos.
Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram “Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo”. Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica “Obesity”.
O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo.
O método tradicional de calcular é obtido ao se dividir o peso da pessoa em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. [veja ilustração]
O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade.
Só para maiores
O IMC é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular (mulheres têm mais gordura; e músculos pesam mais que gordura). Também não é adequado para menores de 18 anos.
Saber a prevalência de obesidade em uma população é importante em termos de saúde pública. Trata-se de fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer.
Por exemplo: estudo com 24.508 pessoas de 45 a 79 anos, no Reino Unido, revelou que 1.708 homens e 892 mulheres desenvolveram doença coronária cerca de nove anos depois.
Homens com as maiores cinturas em relação aos seus quadris tiveram 55% maior chance de desenvolver a doença; entre elas, o risco foi 91% maior.
Bergman e colegas testaram várias equações para checar qual corresponderia melhor à realidade. Eles tinham a porcentagem de gordura no corpo de duas populações estudadas antes, uma de 1.733 americanos descendentes de mexicanos, outra de 223 afro-americanos.
A gordura tinha sido medida por uma técnica de raio-X, a DXA (sigla em inglês para Absorciometria de Raios-x de Dupla Energia).
A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.
“O número de pessoas estudadas ainda é pequeno para generalizar para a população mundial”, diz a brasileira Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). “O percentual de gordura é muito relativo.”
Entre o grupo de mexicanos-americanos, o porcentual de gordura medido pela técnica DXA variava de 8,7% a 61,2% da massa corporal. “Acima de 32% já há excesso, 60% vai ser sempre negativo”, afirma Radominski.
Os extremos em saúde não costumam ser positivos. “Mas o porcentual pequeno de gordura em um atleta com massa muscular grande não é ruim”, diz a médica; afinal, músculo pesa mais, e o atleta tem boa saúde geral.
Já em uma adolescente normal, esse mesmo porcentual de gordura pode significar que a garota está subnutrida e até incapaz de menstruar, com risco grave de desenvolver anorexia.
Os autores do estudo reconhecem que é preciso mais medidas e de diferentes populações para validar o novo índice.
quarta-feira, 9 de março de 2011
SAÚDE CARDIOVASCULAR
Diário da Saúde
Apenas uma em cada 1.900 pessoas se encaixa dentro daquilo que a renomada Sociedade Americana do Coração (AHA) define como saúde cardiovascular ideal.
A conclusão é de um estudo feito por médicos da Universidade de Pittsburgh, publicado na revista especializada Circulation.
A chamada "saúde cardiovascular ideal" resulta da combinação de sete fatores:
1 - não fumar;
2 - índice de massa corporal inferior a 25;
3 - atividades físicas regulares;
4 - dieta saudável;
5 - colesterol abaixo de 200 sem tratamento;
6 - pressão arterial abaixo de 12 por 8;
7 - glicose em jejum abaixo de 100.
"De todas as pessoas que foram avaliadas, apenas uma em 1.900 poderia afirmar ter saúde cardíaca ideal," diz o Dr. Steven Reis, coordenador do estudo.
terça-feira, 8 de março de 2011
TREINAMENTO FUNCIONAL
Treinamento Funcional - Exercícios em Superfícies Estáveis e Instáveis
O treinamento funcional tem como objetivos melhora da propriocepção, equilíbrio e do acionamento dos músculos do core com intuito de diminuir a incidência de dores lombares e, provavelmente, o aparecimento de lesões (MONTEIRO E EVANGELISTA, 2010) podendo se executado em superfícies instáveis ou estáveis.
Alguns estudos também demonstraram diminuição da produção de força e potência durante a execução de séries em superfícies instáveis (McBRIDE et al. 2006). Dessa forma, recomenda-se a realização de exercícios em superfícies instáveis em conjunto com outras metodologias para desenvolver a força e a potência. Abaixo temos uma tabela que ilustra as principais evidências da literatura até o momento.
TABELA 1 - Comparação de benefícios do treinamento funcional em superfícies instáveis x superfícies estáveis (MONTEIRO E EVANGELISTA, 2010).
| VARIÁVEL | ESTÁVEIS | INSTÁVEIS |
| FORÇA E ESTABILIDADE DO “CORE” | ↓ | ↑ |
| ATIVAÇÃO DE AGONISTAS | ↑ | ↓ |
| CO-ATIVAÇÃO DE ANTAGONISTAS | ↓ | ↑ |
| PRODUÇÃO DE FORÇA | ↑ | ↓ |
| PRODUÇÃO DE POTÊNCIA | ↑ | ↓ |
| MELHORA NA PROPRIOCEPÇÃO | ↓ | ↑ |
| REABILITAÇÃO DE DORES LOMBARES | ↓ | ↑ |
| PERFORMANCE ESPORTIVA | ↑ | ??? |
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MONTEIRO AG, EVANGELISTA AL. TREINAMENTO FUNCIONAL UMA ABORDAGEM PRÁTICA. PHORTE EDITORA. SÃO PAULO, 2009.