o que é avaliação fisica?


TREINAMENTO FUNCIONAL, EXERCÍCIO TERAPÊUTICO, FORTALECIMENTO MUSCULAR,AVALIAÇÃO FÍSICA, LESÃO MUSCULAR, RECUPERAÇÃO DA SAÚDE.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

LESÕES NOS LIGAMENTOS DO JOELHO

O joelho é uma articulação que permite movimentos de flexão, extensão e alguns graus de rotação. Sua estabilidade medial e lateral é provida através de ligamentos medial e lateral resistentes ( lig.colateral medial e lig.colateral lateral ), enquanto sua estabilidade anterior e posterior é provida pelos ligamentos cruzados anterior e posterior. Deste modo os ligamentos são vulneráveis a qualquer movimento que force o joelho a mover-se em planos anormais, e tais lesões são relativamente comuns em esportes que grande esforço físico ( futebol, lutas marciais, ginástica olímpica, corridas, maratonas, entre outros ). Um ligamento pode ser distorcido ( distendido com ruptura de poucas fibras ), pode ser rompido parcialmente, ou até mesmo, completamente rompido. Nas rupturas do ligamento medial, como o lado externo do joelho está mais exposto é o mais frequentemente lesado, ele é o mais rompido que qualquer outro ligamento do joelho. Uma violenta batido sobre o lado lateral, forçando o joelho em valgo estaremos rompendo ou distendendo o ligamento medial.Dependendo da força do trauma podemos não só lesar este ligamento, mas também lesar menisco medial, lig.cruzado anterior ( tríade infeliz descrita por O`DONOGHUE. Nas rupturas parciais o único tratamento necessário é a aspiração da hemartrose e a imobilização do joelho estendido por 6 semanas, onde o indivíduo será forçado a realizar exercícios isométricos do quadriceps. Porém, nas rupturas completas do ligamento medial ( em especial às ligadas ao lig.cruzado anterior ), a articulação do joelho está instável, sendo preciso em jovens e atletas a exploração cirúrgica imediata da articulação, fazendo o reparo cirúrgico do ligamento rompido e cápsula se estiver rompida, após cirurgia imobilização do joelho por 6 semanas.Nas rupturas do ligamento lateral, que são menos comuns que a do medial, uma complicação única das rupturas do ligamento lateral é a lesão por tração do nervo fibular comum, que pode ser irrecuperável.Nesses casos o tratamento indicado é o mesmo que nas lesões de ruptura parcial e total dos ligamentos mediais.Nas rupturas dos ligamentos cruzados, os mesmos podem ser rompidos em associação as lesões dos ligamentos medail e lateral, mas podem também ocorrer isoladas do ligamento cruzado. Assim a tíbia é dirigida para frente em relação ao fêmur ou vice – versa ou até mesmo quando a articulação é hiperestendida, o ligamento cruzado anterior pode ser rompido ( pode-se fazer o teste de gaveta anterior para confirmar a instabilidade do joelho ).O mecanismo reverso da lesão pode trazer uma lesão do cruzado posterior ( pode-se fazer o teste de gaveta posterior para confirmar instabilidade do joelho ). Como o reparo cirúrgico é difícil e a forma mais razoável de tratamento para não atletas é a imobilização do joelho em cilíndro gessado, o indivíduo pode caminhar com o aparelho gessado após 6 semanas e realizar exercícios isométricos do quadríceps. Em atletas ativos que exigem boa estabilidade do joelho, métodos de reparação intra e extra-articular são efetivos.A complicação mais desagradável especialmente em atletas é a instabilidade residual da articulação do joelho. Exercícios ativos são indicados e auxiliam a desenvolver a força dos músculos ( particularmente do quadríceps ).A reparação tardia pode necessitar de reparações cirúrgicas reconstrutivas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

TREINAMENTO FÍSICO E VALE TUDO

Atualmente, as artes marciais é uma atividade com bastante procura nas academias, devido a disciplina, motivação e a variação dos treinamentos. O marketing com a publicidade no mercado televisivo como ( UFC) fez as modalidades como MUAY-THAI e JIU-JITSU aumentarem a adesão de alunos em busca de performance física e saúde.As lutas são esportes que utilizam movimentos específicos para o rendimento físico com gasto calórico elevado, devido a necessidade de adequar um condicionamento especial para os gestos motores, há uma variação da frequência cardíaca e pressão arterial, muitas vezes, o indivíduo não está preparado para está situação, levando-o à hipoglicemia e à hipotensão postural durante o treinamento, caso não tenha o condicionamento adequado para a modalidade.

A capacidade física na luta é o fator primordial para a qualidade técnica do lutador, onde a força, potência, velocidade, agilidade, coordenação, resistência , flexibilidade devem ser trabalhadas em conjunto, buscando o equilíbrio do corpo. O aluno para obter um desempenho adequado na atividade física, no aspecto saúde, necessita uma avaliação física para um maior controle de intensidade no seu treinamento, buscando a maximização de seu resultado de uma forma eficaz e equilibrada, pois não adianta “SER FORTE E NÃO POSSUIR VELOCIDADE.”

No atleta, deve o profissional ( treinador) diminuir o déficit de força entre os menbros inferiores, buscando um equilíbrio muscular com exercício de arranco, arremesso, agachamento, puxada alta através de uma periodização de treinamento. Utiliza-se o método inverso observando o grau de desiquilíbrio muscular nas articulações do ombro, quadril e punho. A base do exercício para melhorar o rendimento na arte marcial é a musculação com período de 05 semanas na adaptação e após, controle de carga através das intensidades, visando a superação de seus limites, através de teste de 1 RM.Assim, a importância do exercício aeróbico contínuo para o atleta de luta é fundamental, pois quanto mais oxigênio na corrente sanguínea menor será a entrada de hidrogênio na musculatura, causando retardo da fadiga muscular.É importante o treinador aumentar a força relativa do atleta devido a especificidade da luta, tornando-o mais forte fisicamente.

por Prof. Luiz Alceu Santos Cidreira - Fisiologista do exercício

domingo, 13 de março de 2011

PESQUISADORES CRIAM UM NOVO ÍNDICE PARA CALCULAR A OBESIDADE

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O Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e defeitos.

Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram “Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo”. Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica “Obesity”.

O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo.

O método tradicional de calcular é obtido ao se dividir o peso da pessoa em quilos pelo quadrado de sua altura em metros. [veja ilustração]

O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade.

Só para maiores

O IMC é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular (mulheres têm mais gordura; e músculos pesam mais que gordura). Também não é adequado para menores de 18 anos.

Saber a prevalência de obesidade em uma população é importante em termos de saúde pública. Trata-se de fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer.

Por exemplo: estudo com 24.508 pessoas de 45 a 79 anos, no Reino Unido, revelou que 1.708 homens e 892 mulheres desenvolveram doença coronária cerca de nove anos depois.

Homens com as maiores cinturas em relação aos seus quadris tiveram 55% maior chance de desenvolver a doença; entre elas, o risco foi 91% maior.

Bergman e colegas testaram várias equações para checar qual corresponderia melhor à realidade. Eles tinham a porcentagem de gordura no corpo de duas populações estudadas antes, uma de 1.733 americanos descendentes de mexicanos, outra de 223 afro-americanos.

A gordura tinha sido medida por uma técnica de raio-X, a DXA (sigla em inglês para Absorciometria de Raios-x de Dupla Energia).

A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.

“O número de pessoas estudadas ainda é pequeno para generalizar para a população mundial”, diz a brasileira Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). “O percentual de gordura é muito relativo.”

Entre o grupo de mexicanos-americanos, o porcentual de gordura medido pela técnica DXA variava de 8,7% a 61,2% da massa corporal. “Acima de 32% já há excesso, 60% vai ser sempre negativo”, afirma Radominski.

Os extremos em saúde não costumam ser positivos. “Mas o porcentual pequeno de gordura em um atleta com massa muscular grande não é ruim”, diz a médica; afinal, músculo pesa mais, e o atleta tem boa saúde geral.

Já em uma adolescente normal, esse mesmo porcentual de gordura pode significar que a garota está subnutrida e até incapaz de menstruar, com risco grave de desenvolver anorexia.

Os autores do estudo reconhecem que é preciso mais medidas e de diferentes populações para validar o novo índice.


quarta-feira, 9 de março de 2011

SAÚDE CARDIOVASCULAR

Diário da Saúde

Apenas uma em cada 1.900 pessoas se encaixa dentro daquilo que a renomada Sociedade Americana do Coração (AHA) define como saúde cardiovascular ideal.

A conclusão é de um estudo feito por médicos da Universidade de Pittsburgh, publicado na revista especializada Circulation.

A chamada "saúde cardiovascular ideal" resulta da combinação de sete fatores:

1 - não fumar;
2 - índice de massa corporal inferior a 25;
3 - atividades físicas regulares;
4 - dieta saudável;
5 - colesterol abaixo de 200 sem tratamento;
6 - pressão arterial abaixo de 12 por 8;
7 - glicose em jejum abaixo de 100.

"De todas as pessoas que foram avaliadas, apenas uma em 1.900 poderia afirmar ter saúde cardíaca ideal," diz o Dr. Steven Reis, coordenador do estudo.

terça-feira, 8 de março de 2011

TREINAMENTO FUNCIONAL

Treinamento Funcional - Exercícios em Superfícies Estáveis e Instáveis

O treinamento funcional tem como objetivos melhora da propriocepção, equilíbrio e do acionamento dos músculos do core com intuito de diminuir a incidência de dores lombares e, provavelmente, o aparecimento de lesões (MONTEIRO E EVANGELISTA, 2010) podendo se executado em superfícies instáveis ou estáveis.

Alguns estudos também demonstraram diminuição da produção de força e potência durante a execução de séries em superfícies instáveis (McBRIDE et al. 2006). Dessa forma, recomenda-se a realização de exercícios em superfícies instáveis em conjunto com outras metodologias para desenvolver a força e a potência. Abaixo temos uma tabela que ilustra as principais evidências da literatura até o momento.

TABELA 1 - Comparação de benefícios do treinamento funcional em superfícies instáveis x superfícies estáveis (MONTEIRO E EVANGELISTA, 2010).

VARIÁVEL

ESTÁVEIS

INSTÁVEIS

FORÇA E ESTABILIDADE DO “CORE”

ATIVAÇÃO DE AGONISTAS

CO-ATIVAÇÃO DE ANTAGONISTAS

PRODUÇÃO DE FORÇA

PRODUÇÃO DE POTÊNCIA

MELHORA NA PROPRIOCEPÇÃO

REABILITAÇÃO DE DORES LOMBARES

PERFORMANCE ESPORTIVA

???

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MONTEIRO AG, EVANGELISTA AL. TREINAMENTO FUNCIONAL UMA ABORDAGEM PRÁTICA. PHORTE EDITORA. SÃO PAULO, 2009.